19 de novembro de 2007


Fidelidade


Um dia sonhei

Mas em traços de luz e de noite

Em sombras

Confundi o sonho com a realidade

Quem é a minha fidelidade?


Era eu talvez um guerrilheiro

Em lutas de sobrevivência

Olhando armas, em vez de barcos

Percorrendo pântanos, em vez de florestas

E em tudo ardia o desejo de matar

Para não morrer

Questionei se a defesa será fidelidade


Era eu talvez um vagabundo

Sem ter por quem olhar

Desfeito em ferro velho

Sem cor nem brilho

E a fidelidade terá cores?


Era eu talvez rei

As pessoas não podiam sonhar

Porque o sonho era ter tudo

E a fidelidade era só minha


Sonho a vida

Um dia guerrilheiro, outro vagabundo, em momentos rei

Sem ser nenhum

E um dia anseio ser fiel à vida

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