2 de novembro de 2009

O orgulho não morrerá?

É hoje que parte a loucura.
É hoje que me saem as palavras
Emperradas da mó do baú.
É hoje que cai a máscara.
Hoje.
Não perguntes porquê.
Tinha simplesmente de ser hoje.

Hoje poderei dizer-te,
Ainda que por meias palavras meias,
Que a minha mentira é ter desistido
Da luta dos dias em luta.
Da nossa luta.

Tragos de whiskies fáceis, provavelmente.
Mas é por ti, por uns poucos anos,
Ou talvez pelos poucos dias que trago na memória,
Que de dia espero a noite,
Da noite o teu silêncio.

É um brado mudo, bem sei.
No dia em que a palavra amor soou,
Não houve mais retorno.
Mas quem sabe se um dia
o dia não morrerá, as palavras gastas não morrerão,
E o orgulho não morrerá, também.