18 de novembro de 2008


O adeus


A luz toldou-se

E o abismo é um passo incerto

Apodrecido do Inverno


Os cheiros gélidos

Percorrem-me como a morte

E o mais que quero é abandonar

O corpo que me persegue


Vejo falsas verdades

Árvores anarquistas em violentas marchas

Pedras religiosamente espalhadas

Entre corpos quebrados


Quem me persegue?

Que de olhos escancarados

Sou cego de medo


Quem me acolhe

A solidão estendida

Nesta floresta veementemente rasgada

No teu adeus

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