28 de maio de 2008


Desalojado

Às vezes desejo partir forçado

Não poder levar nada

Nem as certezas

Escutar o silêncio dos passos sem chão

Perder-me na multidão


Entregar a sobrevivência em mãos alheias

Aprisionar o afogo

De já nem sentir raiva

Porque à volta tudo foi desalojado


Agarrar alguém

Prender a mão numa oração improvisada

Porque a vida e a morte

São rostos desconhecidos

1 comentário:

sepreciosa disse...

ola
conheci o teu blog através do saotome2007
estes versos és tu que escreves ou onde é que os vais buscar?